17 de julho de 2010

Tiradentes- MG

“Viajar é levar a alma para passear.”

No último dia 09 convenci meu maridão à passar um final de semana em Tiradentes. Sempre concordei que respirar novos ares, fugir da rotina é melhor que meses de divã.
Eu estava precisando, e muito, fazer as coisas que amo: colocar o pé na estrada, respirar novos ares, ver gente diferente e lugares novos.

Nunca tive a pretensão de acumular riquezas.
Prefiro a riqueza dos livros, das pessoas e dos lugares.

Em Tiradentes foi tudo perfeito: lugares lindos, comida boa, história e conforto.

Dica: existem várias opções de pousadas em Tiradentes. O bom é pesquisar: escolhi uma que fosse confortável, familiar, com vista para a maravilhosa Serra de São José e com um delicioso clima romântico.

A comida é um caso à parte em Tiradentes. Mil lugares, para todos os gostos e nem todos os bolsos.

Lojinhas mil e paisagens "tipo maravilhosa".

Voltei com a mente renovada e o coração “metafórico” idem.

Pousada















Tiradentes







A internet aqui em casa não está colaborando... depois, com mais saco, eu publico mais fotos.
inté...

3 de julho de 2010

Copa do mundo




Brasil fora da Copa. Argentina ídem.

Sem hexa. Sem Maradona pelado...
Então, tudo certo.

Da série lugares que já fui com o meu marido parte n

Bar do João

O bar do João fica ali no bairro São João Batista e já virou caminho da roça aqui em casa. Isso porque Del foi apresentado pela turma super do bem da sua faculdade e pra variar ele estudou dois semestres com o dono do bar. Então, freqüentar o Bar do João quase semanalmente é meio uma camaradagem.

O bar é tudim de bão. A cerveja é extremamente gelada e pelo que sei já ganhou algumas edições do Comida de boteco nessa categoria. As comidinhas não ficam para trás.

Quem for lá, “fazfavor” de experimentar o trem esquisito: músculo empanado acompanhado de mandioca na manteiga de garrafa e um molho indecente de bom. Então, deixo aqui registrado alguma das vezes que estive no bar do João. Atente a garrafa de cerveja mofada!







Léo detonando o Trem esquisito"

comida de buteco 2010 -"Cê qui Sabe"

24 de junho de 2010

Livros da minha vida


Terminei ainda à pouco de ler A cidade do sol de Khaled Hosseini. Sempre tive um certo receio dos “os mais vendidos”, mas me rendi intensamente à forma como o autor narra a história de duas mulheres com vidas distintas, repletas de sofrimento, dor e humilhação, além do amor. Vidas que se passam no Afeganistão tão bem retratado pelo autor.
O fato é que a história de Mariam e Laila atormentaram meus pensamentos e meu coração. É um livro que provoca a indignação, a revolta e até mesmo a rebeldia. . Vida que se esvai com o sofrimento. Sonhos menosprezados. Compaixão. Generosidade. Esperança.

Para que eu não o esqueça deixo para mim alguns trechos do livro que me fizeram ir às lágrimas e que me provocou de tantas maneiras


“Nosso watan chama-se agora Emirado Islâmico do Afeganistão. Eis as leis que começam a vigorar e às leis e às quais todos devem obedecer:....

.... Atenção mulheres:

Vocês deverão permanecer em casa. Não é adequado uma mulher circular pelas ruas sem estar indo a um local determinado. Quem sair de casa deverá se fazer acompanhar de um mahram, um parente do sexo masculino. A mulher que for apanhada sozinha na rua será espancada e mandada de volta para casa.

Vocês não deverão mostrar o rosto em circunstancia alguma. Sempre que saírem à rua, deverão usar a burqa. A mulher que não fizer isso será severamente espancada.

Estão proibidos cosméticos.

Estão proibidas as jóias.

Vocês não deverão usar roupas atraentes.

Só deverão falar quando alguém lhes dirigir a palavra.

Não deverão olhar um homem nos olhos.

Não deverão rir em publico. A mulher que fizer isso será espancada.

Não deverão pintar as unhas. A mulher que fizer isso perderá um dedo.

As meninas estão proibidas de freqüentar a escola. Todas as escolas femininas serão fechadas.
As mulheres estão proibidas de trabalhar.

A mulher que for culpada de adultério será apedrejada até a morte.

Ouçam. Ouçam bem. Obedeçam.” – págs 244 e 245


“Assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontrará uma mulher à sua frente. Sempre.” – pág.12

“Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados,
Nem os mil sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros.”


Leiam, queridões. Bebam dessa fonte.

21 de junho de 2010

7 de junho de 2010

Quer saber...

Quer saber? Acho que o caminho para as tais questões do post abaixo está em retomar algumas atividades que me davam prazer... Vou animar meu maridão a subir a serra, respirar ar puro e restabelecer as energias.

Foto de quando eu fazia parte do grupo de caminhadas do Colégio Estadual Central, em BH, do lendário professor Lamparini. A caminhada durava cerca de 8 horas... paisagens de tirar o fôlego, rios e pequenas cachoeiras compensavam o esforço de andar de BH à Nova Lima.

Nessa foto pausa para uma partida de truco, no topo da Serra do Curral, em 1997.


18 de maio de 2010

Tá osso!


Às vezes tenho a sensação de que estou fazendo as coisas pela metade, mal feitas, empurrando tudo com a barriga e me sinto frustrada por não me dedicar como eu acho que deveria à todos os campos da minha vida.

Na faculdade, por exemplo, tenho certeza de que agora “me encontrei” ao estar cursando ciências sociais e tals, porém me sinto extremamente incompetente ao não dedicar tempo suficiente ao curso, ao estar lendo o mínimo que deveria e principalmente por não ter encontrado a forma certa de me dedicar aos estudos. Ando deixando tudo para última hora e quando o trabalho sai, não fica lá grandes coisas.

Meu sonho? Viver pra estudar, com alguém bancando minhas pesquisas, meus projetos, meus devaneios acadêmicos.

No trabalho, é mais ou menos a mesma coisa. Às vezes penso que estou no lugar certo, mas com a função errada. Amo a área que trabalho, mas confesso que mexer com dinheiro dos outros é o Ó do borogodó... me sinto entediada e sem perspectivas de crescimento e vejo todo meu potencial ser desperdiçado... Não sei por onde começar a mudança para me sentir feliz profissionalmente, porque meus caros, eu gosto de trabalhar e gosto ainda mais de ganhar dinheiro e para isso eu não posso me dar ao luxo de virar madame.

No casamento, muitas vezes me sinto a pior das esposas. Penso que deveria ser mais carinhosa, mais gente fina, mais compreensiva e finalmente mais animada para dar igual chuchu na rama para meu maridão. O cansaço e o desanimo muitas vezes tem feito com que eu deixe tudo para depois... hunf.

Com meu corpicho também não tenho sido nada competente. Todos os finais de semana e uma ou outra vez durante a semana, mando para dentro do pobre, doses cavalares de álcool, gordura e afins. Coca-cola e mc donalds(big mc do capeta) é meu novo vício. Resultado: muitos kilos a mais na balança, pele sem viço, desanimo e fôlego de uma idosa de 154 anos.

As vezes acho que se eu tivesse que escolher entre uma boa massagem e fazer amor, escolheria a massagem. Não que eu não fosse gostar de uma bela trepada – amo meu marido e o desejo nunca morre – Mas isso é resultado de insatisfação com o trabalho, tempo e mente.
Tenho que tomar cuidado para que essa minha fase “oh céus, oh vida, oh azar” não invada meus lençóis.

Há que se ter muita paciência e paciência e paciência com a entediada que vos tecla. Até o meu ritmo voltar ao normal, para que o ânimo se acenda e para que eu enxergue a luz no fim do túnel.
Me bate uma vontade louca de sair correndo, gritando, pelada dentro do túnel. Começo a buscar soluções mirabolescas para meu tédio e insatisfações.

Viajo pra cassete e durmo poucas horas por dia.

Sim, meus caros: estou de Tpm e espero que ela não te contagie.


Obs: favor desconsiderarem o post acima.... tenho 30 anos e a crise me atacou.

29 de abril de 2010

???????????

imagem: google imagens
Doncôvim?

Oncotô?

Proncovô?

Será a crise dos 30?

Será que com tequila passa?

23 de abril de 2010

Minha vida sem cão


Quando criança tive um pastor alemão de nome Tarzan. Na verdade ele não era um cão de estimação, na verdade o Tarzan servia para vigiar nossa casa e eu morria de medo dele.


Um belo dia quando chegamos de viagem encontramos o belo cão morto. Haviam jogado veneno para o bicho afim de assaltar nossa casa. Chorei muito, eu e meu irmão e desde então minha mãe proibiu cachorros lá em casa.


Nessa abstinência canina eu me divertia com os cachorros dos vizinhos.

Depois que cresci vieram os namorados e aí minha mãe na tinha como impedir que me dessem um presente de quatro patas. O primeiro que ganhei foi o Jhony, um husky siberiano maravilhoso, super companheiro e que me dava o maior trabalho.


O cão Jhony morria de medo de foguetes, adora tomar banho e amava me levar para passear. Ele não tinha um pingo de respeito com a minha pessoa, ao me ver me jogava no chão e pulava em cima, sem contar dos prejuízos, um tanto emocional que ele deu para a vizinhança.


Essa raça por descender de lobos tem instituto de caça bastante apurado. O meu cão cismava de caçar os cachorros, galos, gatos, passaros e cabritos do bairro. Mas ele era bonzinho: o belo cão só matava, ele não comia suas presas.

Jhony era meu companheirão. Após tantas confusões, e de ter destruído um fogão, todas as plantas, todos os chinelos, roupas e colchões da nossa casa, meu pai exigiu que o pobre fosse morar em outra casa. Pobre jhony, sempre incompreendido.

Depois tive dois podlees: Giórgia e Nick.

Giórgia só faltava falar e morreu no parto.


Nick foi se aventurar com Jhony em uma das suas fugidas e não teve o mesmo êxito que meu cão que voltou para casa dois meses depois.

Depois veio o Bier. Meu fiel amigo. Chocólatra e carinhoso. Tão querido quantos os outros, porém mais fiel.

Depois que ele foi pro céu dos patas juntas eu me casei e meu pai não aceita mais cachorro lá em casa, pois ele sofreu muito com a morte do Bier...

Meu apartamento não permite que eu tenha um belo cão. Também não acho justo um cachorro sem espaço. O jeito é me divertir com os cães dos vizinhos. Meu sonho? Ter um sítio com cinco cachorros: Zé, Fred, Capitão América, Hulk e João.

Sim, os cães merecem nome de gente.

P. S:sofro muito por não ter um cão com quem conversar. O bom dos cachorros é que eles sabem te ouvir, não gritam e não te mandam calar.

2 de abril de 2010

18 de março de 2010

Um mulher feliz

A vida é feita de momentos. No último dia 8 tive um bom momento....



Flores colhidas que meu amor deu pra mim....

Falta pouco


Depois do acidente com maridão minha vida virou de cabeça pra baixo. Tornei-me uma cigana, uma sem teto. Morando de favor na casa dos outros!

Exagero? Que nada... antes fosse.

Ao sairmos do hospital na primeira cirurgia, sim houve mais de uma, na verdade duas cirurgias para reparação dos tendões de Del, o de Aquiles e os fibulares... depois joguem no google; fomos para a casa de minha mãe. Fomos tratados à pão de ló, minha mãe, pai, e o todo o resto da família não sabiam o que faziam para agradar e atender as necessidades de Del. Voltei a ter vida doméstica de solteira, chegava em casa e tudo estava pronto: não precisava me preocupar com roupas a serem lavadas, comida a ser feita, casa para arrumar. Enfim, a vida boa que só mãe e pai sabem nos dar.

Só que essa vida boa não cabe mais em mim, por mais liberdade que se possa ter na casa dos pais, casa onde morei por toda a vida, exceto pelos quase um ano e meio que morei com minha amiga, não é mais a mesma coisa pra mim. Hoje a minha liberdade é estar com meu marido lá dentro do nosso ap quinder ovo... lá que está minha vida, minhas coisas, é lá que realizo as minhas vontades. Fico a imaginar como deve ser para as pessoas que se casam e vão morar com os pais ou os sogros. Deve ser um inferno... cadê a liberdade de andarem nus pela casa, de transarem onde quiserem, de usar o banheiro juntos, de comer na hora que quiserem. Dessas coisas, dessas intimidades também é feito um casamento. Onde fica a vontade de mandar o marido calar a bendita da boca, de sair hurrando, de rodar a baiana quando o outro te faz raiva. Dessa parte chata também é feito um casamento.

Enfim, casa de pai e mãe é boa quando vc está solteiro. Depois que se casa é bom somente para visitas ou para filar o rango de domingo.

Para completar o perrengue depois da última cirurgia do digníssimo fomos acampar na casa da sogra. A história relatada acima se repete mas de uma forma muito mais complicada para mim. Se na casa de mamãe já foi complicado, aqui nem se fala. Chego do trabalho louca para arrancar a roupa, deitar no sofá, usar o banheiro lendo minhas revistas... coisas simples como soltar um pum, isso foi banido da minha vida. Acho que na minha sogra ninguém tem cu...

Estamos dormindo no quarto do cunhado... ele mora em Sampa, menos mal, mas quando ele vêm à BH, sei que tiro a liberdade do pobre também... Um inferno para todos.

Família é para isso eu sei.... mas fácil e agradável não é, já que cada um tem seu sistema. E o sistema é bruto.

Vcs devem estar se perguntando porque cargas d’água eu e marido fomos nos enfiar na casa das sogras. O fato é que Del não é um cara que costuma seguir as prescrições médicas, que no seu caso é ficar com o pé imobilizado, sem colocá-lo no chão, sem apoiá-lo por três meses. Ele é um cara que não respeita a medicina. Então para não ter complicações o viável foi deixar mãe e sogra de olho nele enquanto trabalho. E além do mais, nossa casa é pequena demais para alguém de moletas e ficar sozinho sem poder andar ninguém merece.

Chegara o momento na saúde e na doença.

Esse período não foi fácil pra nenhum de nós dois. Del brigou comigo, ficou sem paciência, eu me irritei, ele me quis longe... Apesar de tudo estamos mais unidos, fui solidária, desejei força, tive compaixão, e nosso amor não se abalou. Descobrimos novas formas de curtir nossa vida, como estando mais presente com a família, fazer palavras cruzadas, assistir a quinta temporada de Lost até altas da madrugada, comer pipoca também de madrugada, dividir livros e depois opiniões e depois dividir chocolates...

Nesse período também descobrimos os amigos verdadeiros e ficamos surpresos com a consideração de muitos...como dos meus tios que saiu do interior do Rio de Janeiro para visitá-lo. Deus deve ter ficado com o ouvido calejado de tanto ouvir nossas preces de melhoras.

Espero que ele tenha a percepção de saber o quanto é querido, o quanto é amado por mim, por nossas famílias e pelos seus amigos.

Agora estamos na reta final, no próximo final de semana ele tira a bota ortopédica e na quarta começa a fisioterapia. Poderemos voltar para o nosso lar. Lar doce lar.Vencemos mais uma.


A vida tem dois lados. O bom e o ruim. Basta escolhermos qual queremos viver com maior intensidade.

15 de março de 2010

Guns n' Roses. Eu Fui!

Sem palavras para descrever a emoção e adrenalina que senti ao assistir o show do Guns.
Puta que Pariu! Caráleo! O show foi massa, louco, surreal... mágico. Para mim o melhor de todos os tempos.

Tempo explicar: é como se eu estivesse lá com meus 13, 15 anos realizando àquele sonho de assistir um show do Guns, ver o Axel, o Slash e tal.... pena não ter mais Slash, mas o Dj Ashba não fez feio.

Fiquei maluca naquele Mineirinho quando o piano entrou no palco e Axel tocou November Rain... confesso sem a menor vergonha que fui as lágrimas.

Deixei meu maridão em casa, ainda em recuperação do acidente. Fui com Denise e Vi (em off: ela foi de salto), e com um peso de n toneladas por deixar Del para trás. Amei ainda mais meu maridão por ele ter permitido que eu não perdesse àquele momento.

Voltei pra casa, ligada no 220, com um sorriso de canto à canto.Quem foi sabe bem o que estou dizendo.

Guns n’Rose, 10 de março no Mineirinho. Eu Fui.



Denise e Viviane




imagens acima: do meu N73!
imagem: http://www.gunsnrosesbrasil.com/
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imagem:www.gunsnrosesbrasil.com

imagem: www.gunsnrosesbrasil.com

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imagem: www.gunsnrosesbrasil.com

imagem: www.gunsnrosesbrasil.com
imagens abaixo: meu N73!

10 de março de 2010

Guns'N Roses em BH . Eu vou!!!!!!!




Vou ali correndo para o Show do Guns (desculpa aê) e prometo voltar com novidades, fotos e meus pensamentos vastos e imperfeitos.

24 de fevereiro de 2010

Balzaquiana


Hoje completo 30 anos. O que quero para os próximos 30 anos, não sei ao certo. Só sei o que não quero e assim me dou por satisfeita.
Felicidades pra mim!

6 de janeiro de 2010

De molho


O ano que passou foi um bom ano. Realizei alguns projetos, projetei outros tantos, fortaleci algumas amizades, meu amor por minha vida de casada e pelo meu maridão aumentou e amadureceu.... Enfim, mais uma vez Deus me abençoou com uma vida boa.

No dia 26 de dezembro um acidente doméstico aconteceu na minha família. Meu esposo rompeu o Tendão de Aquiles ao cortar o tornozelo com um bendito espelho gigante que quebrou ao cair da parede. Meu coração cortou junto ao ver tanto sangue, tanto desespero que algo pior pudesse acontecer. Fomos às pressas para o pronto-socorro e como não podia ser diferente, Del teve que passar por uma cirurgia de urgência. O pior não foi o choque da cirurgia. O que mais maltrata é meu querido-agitado-marido terá que guardar repouso absoluto, sem colocar o pé no chão por volta de três meses.

No momento em que tudo aconteceu senti uma pontada de revolta e desilusão. Mas agora, mais calma, acredito que tudo na vida pode ter um propósito, deve ter um sentido maior. Nessa sua longa recuperação me vejo mais unida à ele e se eu pudesse eu trocaria de lugar com ele. O lado bom? Estou ficando Phd em paciência.